Macro- Ambiente

January 28, 2007

Macro-Ambiente

Paulo Gouveia (3997)

Rodrigo Silva (4111)

Pedro Baltasar (4027)

Carlos Nunes (4202)

 

 

Trabalho elaborado para a disciplina de Fundamentos de Marketing, leccionada pelo Dr. Francisco Coelho.

 

 

 

 

 

 

 

 


 IPAM MATOSINHOS – Janeiro 2007

Índice

Introdução.                                                                                                 Página 3
 Revisão bibliográfica sobre os factores macro-ambientais.                      Página 4
O que é o macro-ambiente?                                                              Página 4
Quais são os elementos que constituem o macro-ambiente?            Página 5
Breve descrição de cada um dos elementos.                                    Página 5
Porque é que o estudo destes elementos é importante                     Página 8
para o diagnóstico estratégico em marketing?
Triclosan, um perigo para a sociedade?                                                    Página 9
Depilação definitiva, uma nova moda?                                                    Página 11
É dos barbudos que elas gostam menos?                                                 Página 13
Sem testes, existirá futuro?                                                                       Página 15
Probabilidades de ocorrência e graus de impacto.                                   Página 17
Bibliografia / Netgrafia.                                                                           Página 19

 

Introdução

 

O presente trabalho foi efectuado para a disciplina de Fundamentos de Marketing, leccionada pelo Dr. Francisco Coelho, e sob orientação do mesmo.
O tema para este trabalho é o macro ambiente e as suas implicações directas e indirectas no nosso objecto de estudo: os produtos da barba.

Para este trabalho foram pesquisados diversos jornais e revistas da especialidade de Marketing, sendo que a mesma pesquisa foi complementada através de uma procura em sites específicos nesse mundo global que é a Internet.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Revisão bibliográfica sobre os factores Macro Ambientais

 

1.1) O que é o macro-ambiente?

 

Entende-se por macro ambiente de uma empresa a envolvente de marketing (ambiente circundante), que por sua vez consiste no conjunto dos agentes e das forças exteriores ao marketing que interferem directamente na administração de marketing e em manter as suas relações com os consumidores alvo bem sucedidas.
O ambiente de marketing não só traz novas oportunidades como possibilita a existência de novas ameaças.
As empresas nas quais é dada a devida importância à observação e adaptação constantes ao meio envolvente, que está em constante mutação, aumentarão as probabilidades de se tornarem bem sucedidas. Por vezes as empresas falham por não acreditarem que a mudança é uma oportunidade. O departamento de Marketing de uma empresa tem como principal responsabilidade identificar as mudanças significativas existentes no ambiente, para depois as estudar a fim de descobrir novas tendências e oportunidades de negócios.
Compete a todos os elementos da administração de uma empresa elaborar estudos para compreender melhor a envolvente do seu negócio, mas contudo, é o departamento de marketing o que terá maior capacidade e sensibilidade para o compreender. Este departamento possui métodos bastante elaborados para fazer pesquisas de mercado sobre o seu ambiente.

 

 

 

 

 

 

 

1.2) Quais são os elementos que constituem o macro-ambiente?

 

A envolvente de marketing pode ser dividida em micro e macro ambiente. O micro ambiente é constituído pelas forças mais directas à empresa, e que interferem na forma de servir o cliente, como por exemplo a própria empresa, os fornecedores e os concorrentes. O macro ambiente é constituído pelas forças sociais mais amplas, que afectam todo o ambiente, como por exemplo as forças demográficas, económicas, naturais, tecnológicas, políticas e culturais.

 

 

1.3) Breve descrição de cada um dos elementos

 

Ambiente demográfico – entende-se como o estudo estatístico das populações humanas, não só no que concerne ás suas características numéricas (sexo, raça, idade, densidade, tamanho, localização e ocupação), mas também à fenomenologia que condiciona essas mesmas características. Este ambiente é fundamental para os administradores de marketing, na medida em que este envolve elementos constituintes dos mercados: as pessoas.
É por isso a primeira dimensão a ter em conta, pois as pessoas representam os mercados e por conseguinte torna-se fundamental acompanhar as tendências de mudança de idades, estrutura das famílias, mudanças geográficas da população, características educacionais e diversidade populacional.

 

 

 

 

 

Ambiente económico – as pessoas para adquirirem bens ou serviços no mercado, necessitam de ter poder de compra. Assim, o ambiente económico engloba os factores que afectam o poder inquisitivo do consumidor e os seus padrões de gasto. Estes factores variam de economia para economia, pois alguns países têm economias de subsistência, consumindo em grande parte o seu output industrial e agrícola, oferecendo por isso poucas oportunidades de mercado; os países que têm economias industriais acabam assim por ser mercados mais atraentes, pois possuem uma maior diversidade de produtos.
Ambiente natural – este engloba os recursos naturais, que o departamento de marketing define como inputs, ou que são afectados pelas actividades de marketing. Existem quatro pontos a ter em conta pelo departamento de marketing: escassez de matérias-primas; instabilidade do custo de energia (eléctrica, petróleo) o que se pode traduzir num aumento de custos; aumento da poluição; e intervenção governamental, pois é cada vez maior a pressão por parte de movimentos ou partido verdes para legislar acerca da protecção do meio ambiente.
Ambiente tecnológico – este ambiente exibe a aceleração de mudança tecnológica, constituindo assim oportunidades ilimitadas para inovar, concentrando-se em pequenas melhorias em vez de grandes descobertas, e aumento da regulamentação sobre as mudanças tecnológicas. O aparecimento de novas tecnologias pode criar novas oportunidades de negócio assim como o aparecimento de novos mercados emergentes.
Ambiente político – as decisões de marketing, são fortemente afectadas pelos desenvolvimentos das leis, medidas governamentais e pelos grupos de pressão, que influenciam e limitam as acções a tomar pelas organizações e indivíduos.

 

 

 

 

O ambiente cultural é composto por instituições e outras forças que afectam os valores básicos, as percepções, as atitudes e os comportamentos de uma dada sociedade. Quando solicitadas a falar sobre as suas atitudes as pessoas respondem habitualmente com a indicação do grau de sentimentos positivos, negativos, neutros ou ambivalentes. As atitudes, frequentemente bons preditores do comportamento, estão intimamente associadas às nossas crenças e aos nossos comportamentos. Por crenças entende-se como as coisas que sabemos, ou pensamos saber, sobre algo em particular. As crenças não são directamente avaliativas mas podem contribuir para a avaliação que fazemos dos objectos.
A importância de uma atitude ou crença é avaliado pelo conceito de centralidade. Alterar uma crença central requer grandes mudanças psicológicas e comportamentais. A reconstrução de todo o sistema cognitivo requer grandes esforços, logo as crenças centrais são muito difíceis de mudar. A centralidade de uma crença aumenta se as pessoas próximas do indivíduo também a partilharem.
Outro conceito importante refere-se às atitudes centrais sobre o que é desejável (ou o que é certo e errado), denominando-se de valores. Os valores constituem o ponto central de muitas crenças, atitudes e comportamentos do indivíduo. As pessoas crescem numa sociedade que modela as suas crenças e os seus valores básicos. Elas absorvem uma visão do mundo que define a sua relação com os outros. As pessoas pertencentes a uma dada sociedade têm muitas crenças e valores em que as centrais têm um elevado grau de persistência. Como exemplo pode-se dar o facto dos portugueses acreditarem em casar-se e comprar casa. Estas crenças modelam atitudes e comportamentos mais específicos encontrados no dia-a-dia.
Nas decisões de marketing devem ser conhecidas as características culturais porque algumas podem influenciar a tomada de decisões de marketing, como por exemplo: persistência de valores culturais, mudanças dos valores culturais secundários.

 

 

Enquanto os valores centrais são transmitidos de pais para filhos, reforçados pelas escolas, igrejas, negócios e governo, e são difíceis de ser alterados, as crenças e valores secundários estão mais abertos à mudança. Acreditar em casar-se é uma crença central enquanto que a de casar cedo é secundária.
A alteração de valores secundários por parte dos profissionais de marketing pode ser conseguida mas dos valores centrais pode-se considerar praticamente impossível. Por exemplo, é muito mais fácil argumentar que as pessoas se deveriam casar mais tarde do que não casar em absoluto. Apesar dos valores centrais serem muito persistentes, existem oscilações culturais. Veja-se o impacto exercido pelos grupos musicais sobre os jovens no seu estilo de vestir, cabelo e normas sexuais.
 É desejo constante dos profissionais de marketing conseguir prever mudanças culturais de forma a reconhecer ameaças ou, pelo contrário, novas oportunidades.

 

1.4) Porque é que o estudo destes elementos é importante para o diagnóstico estratégico em marketing?

 

O planeamento estratégico é fundamental em qualquer empresa. O mesmo é composto pela análise do estudo dos factores acima referidos, necessários para determinar uma correcta política comercial a adoptar perante o público-alvo, pois a mesma pode determinar a diferença entre o sucesso ou insucesso da empresa.
 A análise do ambiente demográfico pode ajudar a determinar, por exemplo, se é ou não rentável o lançamento de determinado artigo/ produto, em determinada zona geográfica, em função quer do seu número de habitantes, quer do seu nível educacional, quer de faixa etária; ou então a nível de ambiente económico, a probabilidade de o mesmo ser comprado em função do seu preço. Por conseguinte, temos uma panóplia de condicionantes ao nível dos seis ambientes supra mencionados, que têm forçosamente que ser equacionados.

 

Triclosan, um perigo desconhecido para a sociedade?

O Triclosan, produto químico com propriedades anti bacterianas, é um ingrediente usado em muitos detergentes líquidos de lavagem, sabões, desodorizantes, cosméticos e loções, como o After-Shave. A segurança deste produto foi questionada a respeito da saúde ambiental e humana. Enquanto diversas empresas que utilizam este produto referem que é seguro, a agência de protecção ambiental dos Estados Unidos da América (EPA), regista-no como um pesticida. A fórmula química e a estrutura molecular deste composto são similares a alguns dos produtos químicos mais perigosos à face da terra. A EPA refere que a elevada utilização de Triclosan é um risco enorme à saúde humana, e que o mesmo composto faz parte de uma classe de produtos químicos que é suspeita de causar cancro nos seres humanos. Externamente, este tipo de chlorophenol pode causar uma variedade de irritações de pele, e pode mesmo desactivar temporariamente os nervos sensoriais, sendo que o contacto do produto com a pele é indolor. Feito um exame interno, mesmo em quantidades pequenas, estes produtos podem conduzir a suores frios, colapsos, convulsões, coma ou morte circulatória. Adicionalmente, os pesticidas do hidrocarboneto podem ser armazenados na gordura do corpo, acumulando os níveis tóxicos. A exposição a longo prazo ou o uso repetido de muitos produtos com este tipo de pesticida pode danificar o fígado, rins, coração e os pulmões, podendo ainda suprimir o sistema imune, e causar o rompimento, paragem, ou hemorragia hormonal do cérebro.
Os chlorophenols e outros pesticidas são categorizados como poluentes orgânicos persistentes. Ou seja, persistem no ambiente e acumulam a umas concentrações mais elevadas com cada etapa acima da corrente do alimento. Virtualmente, cada criatura na terra tem uma quantidade medida destes poluentes na sua gordura do corpo. Absorvido pela gordura do corpo, é quase impossível eliminar estes compostos.

 

 

O Triclosan está dentro desta classe dos produtos químicos, e os seres humanos estão em alto risco. Os riscos da saúde do uso diário de um agente antibiótico forte como o Triclosan são bastante questionáveis. Muitos tratamentos anti microbiais são tóxicos e fazem exames que se aproximam a uma espingarda a matar todos os organismos microscópicos que encontra. A exposição tóxica às criaturas vivas pode ainda ocorrer quando os artigos e os objectos do alimento tais como utensílios ou superfícies duras são limpos com líquidos que contêm esta substância.
O Triclosan não foi testado e analisado completamente para toda a saúde e riscos ambientais, mas desde que ele foi incluído na categoria dos produtos químicos e são conhecidos os seus efeitos prejudiciais, prevê-se que, com uma maior conhecimento público desta situação, os produtos da barba que usam este composto sofram uma quebra significativa.

 

 

 

 

 

 

 

 

Depilação definitiva, uma nova moda?

A depilação definitiva a laser tem conhecido crescente adesão junto dos homens portugueses. Devido a razões estéticas, de confiança, de saúde, entre outras, há cada vez mais homens a recorrer à depilação em geral, e à vertente de laser em particular.
Para além da barba, não é novidade que os homens se depilam em outras partes do corpo. O mesmo se passa com os manequins do mundo da moda e também no desporto, onde cada vez mais os nadadores adaptaram a depilação corporal como um ritual que lhes permite ganhar preciosos milésimos de segundos ao deslizar na água. As mesmas razões aerodinâmicas fazem com que os ciclistas optem pelo mesmo tratamento. Algumas celebridades, como o tenista André Agassi, o cantor Jon Bon Jovi e o actor Chuck Norris já revelaram terem-se submetido a métodos depilatórios.
Cada vez mais existe uma crescente preocupação com a depilação por factores de ordem estética ou de higiene, tanto em mulheres como em homens. Há uma preocupação de muitos homens com pelos supérfluos, nas costas, ou em outras regiões do corpo, e após os 40 anos, com os pelos que começam a aparecer no ouvido, na sobrancelha ou nariz. Com tudo isso, a depilação passou a ser também uma preocupação masculina.

Para muitos, os pelos continuam a ser uma protecção da pele, mas dentro dos actuais conceitos de beleza, sobretudo em países em que a exposição corporal é um hábito, manter a pele depilada torna-se um dos factores preponderantes para a saúde corporal, devido ao facto do excesso de pelos criarem um odor desagradável, e irritações diversas. Por todas essas razões, uma forma de eliminação rápida, eficaz e, com efeito durável é desejado por homens e mulheres que os possuem. Mesmo no caso de pilosidade normal, como na axila e na virilha, pela frequência da sua remoção, são áreas frequentemente alvo de remoção definitiva dos pelos.

 

 

 

 

Esta nova tecnologia, recorrendo à utilização de luz, tem sido utilizada para tratar a pilosidade normal e anormal indesejável. O princípio é utilizar a propriedade que a melanina dos pelos tem de captar a luz e utilizá-la para remover, não só o pelo, mas também o folículo que o produz. Assim, o tratamento de pelos é eficaz, embora tenham sido criados muitos mitos relativamente aos seus resultados. A depilação com lasers é definitiva para a maior parte dos pelos tratados, mas o termo “Depilação definitiva” não é o mais apropriado, porque apenas pressupõe que uma vez tratado, nunca mais existirá qualquer pelo. Isto é um mito erroneamente criado, porque nenhum equipamento de Laser ou Luz Pulsada disponível em todo o mundo é capaz de realizar uma depilação definitiva de todos os pelos, embora hoje muitos equipamentos consigam uma depilação definitiva da maioria deles. Juntando este sistema a um esquema de manutenção adequado, pode-se chegar muito próximo do ideal da Depilação Definitiva. Podemos ainda esperar que, com os tratamentos referidos, além de existir uma obvia diminuição definitiva dos pelos, existam mudanças favoráveis das suas características, tornando-se a pilosidade mais fina e clara, e com menor índice de complicações como infecções e irritação da pele do pescoço, barba, tórax, costas, pernas, e braços.
Com tudo isto podemos concluir que existe uma tendência natural para uma evolução constante deste tipo de tratamentos, que tem vindo a conhecer mudanças significativas nestes últimos anos, sendo de esperar novidades nesta área a qualquer momento ou qualquer instante, visto que a cada dia que passa, este tratamento ganha mais adeptos e se torna cada vez mais aceite em todas as sociedades, incluindo as mais conservadoras. Sendo assim, o facto da remoção definitiva dos pelos da barba na face dos rostos masculinos ficar cada vez mais conhecido, torna todos os produtos de barbear em constante risco de extinção.

 

 

É dos Barbudos que elas gostam menos?

Existem estudos comprovados que revelam impressões bastante negativas que os homens com barba podem causar em diversos eventos, como em entrevistas de emprego, encontros amorosos, conferências e outros.
Entre as décadas de 1960 e 1980, a barba era considerada atractiva para as mulheres, um símbolo de virilidade. Hoje, ela passou a ser rejeitada, não só entre o público feminino, mas também nas relações entre homens, principalmente em ambientes de trabalho. Estas foram as conclusões de uma dissertação de mestrado defendida recentemente no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).
O objectivo deste trabalho era verificar até que ponto o uso da barba gerava (ou não) impacto à primeira vista. Para isso, os psicólogos realizaram testes com públicos diferente, como jovens universitários, profissionais dos recursos humanos e responsáveis pela contratação de empregados para empresas de grande porte.
Uma das experiências envolveu a participação de 106 estudantes (68 homens e 38 mulheres) entre 17 e 31 anos, que tinham como função avaliar fotos de homens de características similares, na casa dos 30 anos, que poderiam ter ou não barba, bigode ou “pêra”. Os participantes, que não estavam ao corrente do estudo, julgaram 12 qualidades pessoais como inteligência, competência, responsabilidade, posição politica, atractividade, agressividade, simpatia e “status” social.
Para todos estes participantes, os modelos de barba e bigode pareceram sempre mais velhos do que os outros. Porém, essa impressão pode não estar directamente ligada à quantidade de pelo facial, porque os homens com pêra foram considerados mais jovens que os com bigode. Entre outras conclusões, os barbudos foram considerados os mais responsáveis, e mais cultos em relação ao bigode e à pêra.

 

 

 

 

 

No entanto, os barbudos não podem ter ficado satisfeitos com a avaliação dos inquiridos. De facto, 83% das mulheres inquiridas demonstraram a sua preferência por homens sem barba, ou só com bigode. Para os investigadores, foi surpreendente que factores como a masculinidade, maturidade, dominância e status social dos homens com barba não tenham sido avaliados como atraentes pelas mulheres. Para elas, as faces mais atraentes são as intermediárias, nem excessivamente maduras, nem infantis.
Noutra experiência, foram apresentadas fotos de homens com e sem barba, pêra e bigode para 19 profissionais da área de recursos humanos, entre 30 e 62 anos, responsáveis pelos respectivos departamentos em grandes empresas de São Paulo. Os inquiridos tiveram que apontar, entre os modelos fotográficos, qual seria o melhor empregado, colega de trabalho, chefe, e a pessoa mais organizada e criativa. Os psicólogos repararam que, em 60% dos casos, os homens sem qualquer pelo facial tiveram a avaliação mais positiva, concluindo que os empregadores associam a barba a atitudes não conformistas, e que numa selecção como esta, os homens que apresentam sinais claros de disposição para se adequar às regras podem ser preferidos pelos empregadores. Estudos como este podem ajudar os profissionais de recursos humanos a se desvincularem das primeiras impressões e darem atenção aos aspectos mais relevantes do futuro empregado.
Ao mesmo tempo que a barba é usada em ícones de esquerda, como Fidel Castro e Lula, em períodos de recessão a mesma foi usada por jovens da época, como Che Guevara. A barba pode representar uma estratégia escolhida por esses líderes políticos para reforçar as suas mensagens. Nestes estudos, concluiu-se também que a posição politica dos modelos com barba foi considerada mais de esquerda em comparação com os de face limpa.

 

 

 

Sem testes, existe Futuro?

 

Hoje em dia são cada vez mais frequentes as notícias da realização de testes em animais para desenvolvimento de produtos que contêm compostos químicos. Estes testes servem para comprovar a reacção desses animais em contacto com determinados produtos, e prever a reacção dos mesmos produtos em Humanos.
Devido à frequência dos testes ter aumentado, o Comité Económico e Social lançou um parecer sobre uma proposta de directiva do Parlamento Europeu e do Conselho, que alterou pela sétima vez a directiva 76/768/CEE do mesmo Conselho. Nesse parecer, estavam incluídas as seguintes adendas à proposta original:

 

·               Introduzir de forma permanente e definitiva uma proibição de efectuar experiências de produtos cosméticos acabados em animais no território da União Europeia.
·               Alterar a proibição de colocação no mercado de produtos cosméticos que contenham ingredientes ou combinações de ingredientes experimentados em animais, assim que estejam disponíveis métodos alternativos validados (modificação da data actualmente em vigor para três anos após transposição da directiva pelos Estados-Membros).
·               Tornar as actuais disposições legislativas compatíveis com a Organização Mundial do Comércio e aplicáveis tanto do ponto de vista legal como prático.
·               Com o objectivo de melhorar a informação do consumidor e evitar que ele seja induzido em erro, regular a reivindicação de que determinado produto cosmético e respectivos ingredientes não tenham sido ensaiados em animais.

 

 

 

 

 

 

 

O Comité subscreve ainda a oportunidade de colocar objectivos certos para a redução progressiva e proibição final de ensaios em animais, fazendo votos por que se envidem todos os esforços para que as datas indicadas sejam respeitadas, sem prejuízo da segurança do consumidor.  O Comité propõe, no entanto, que o prazo fixado seja prorrogado se não for possível obter os resultados esperados.

 

Estes pontos fazem parte da sétima alteração do documento original, sendo que num futuro próximo é de prever que se proíbam quaisquer tipos de testes. Essa proibição pode trazer alterações nos compostos destes produtos, devido a que os mesmos não vão poder ser testados e aprovados.

Probabilidades de ocorrência e Graus de impacto

 

Decidimos colocar a situação do Triclosan no grau mais alto de impacto e de probabilidade de ocorrência, analisando diversos factores. Colocamo-lo no grau mais alto de possibilidade de ocorrência, porque nos tempos que correm cada vez mais as agências e governos se preocupam mais com a saúde dos seus cidadãos. Neste momento, vê-se uma crescente preocupação das pessoas com as doenças, em particular com qualquer tipo de Cancro. Caso as agências governamentais de saúde decidam investigar e divulgar as pretensas associações do Triclosan com o acto de contrair esta doença, isso terá um impacto bastante forte e poderá fazer com que as empresas retirem o Triclosan dos seus produtos. Mesmo depois dessa possível acção das empresas, os consumidores, ao saberem das ideias da EPA (agencia de saúde dos Estados Unidos) em relação a este tipo de compostos, irão ter receio de comprar os produtos, fazendo com que exista uma quebra. Isso poderá levar as empresas a repensar na sua estratégia ou mesmo que deixem de fabricar esses produtos.

 

 

 

No mesmo grau de impacto e de possibilidade de ocorrência, optamos por colocar o facto da depilação definitiva ser cada vez mais um factor crescente em todo o tipo de comunidades. É notório que este tipo de depilação começa a ganhar um número enorme de adeptos por todo o mundo, para muito ajudando o facto de algumas celebridades terem começado a usar este tipo de tratamento. A verdade é que, um tratamento deste tipo, realmente eficaz e definitivo, poderia mudar a vida de muitos homens. Aliando este facto a um preço atractivo e uma estratégia de marketing bem sucedida, podemos estar a falar de um fenómeno pronto a emergir. Devido a este facto, a possibilidade de ocorrência de uma divulgação ainda maior deste método é bastante alto. Colocamos este caso no grau de impacto mais alto, pela óbvia razão que, se os homens começarem a optar por este tratamento, não irão necessitar de comprar quaisquer produtos de barbear, fazendo que estes tenham uma quebra enorme.
Por outro lado, temos o facto das entidades competentes neste ramo, estarem a colocar entraves bastante sérios ao facto dos testes de compostos químicos, muitos dos quais utilizados em cremes de barbear e after-shave, estarem a ser feitos em animais. Este problema é bastante real devido ao facto de, em caso de reacções negativas, os animais poderem ficar com sérias mazelas. Aliado a este facto, as entidades competentes pensam, a curto prazo, proibir a entrada no mercado de produtos que contenham compostos que tenham sido testados em animais, prevendo-os que a médio prazo se tenha que arranjar uma alternativa para os mesmos testes, alternativa essa que já deve estar a ser pensada, preparada e testada pelas empresas interessadas neste assunto. Esta foi a razão pelo qual o grau de impacto escolhido foi o mais baixo.
Por último, colocamos no grau mais baixo de impacto e de possibilidade de ocorrência o facto de estar provado que as mulheres e entidades empregadoras gostam menos dos homens com qualquer tipo de pelo facial, que ao mesmo tempo demonstram menos confiança. Estes graus foram escolhidos devido à mudança constante de modas e de ideias. Como sabemos, no passado muitas pessoas conhecidas utilizaram barba ou bigode para fixar, com sucesso, os seus ideais.

Bibliografia / Netgrafia

Kotler, P. (1996). Administração de Marketing: Análise, planeamento, implementação e controle, 4ª edição. São Paulo: Atlas.
Lindon, D., et al. (2004). Mercator XXI, Teoria e Prática do Marketing, 10ª edição. Lisboa: Dom Quixote.
Brasil, Ciência Hoje. 2006. Acesso em19/12/2006. Disponível em:
http://cienciahoje.uol.com.br/4240
Portugal, Estética Manuela Rabelo. 2005. Acesso em 23/12/2006. Disponível em:
http://www.estetica-manuelarebelo.com/page.asp?area=78000&subarea=78400
Portugal, Médicos de Portugal. 2006. Acesso em 27/12/2006. Disponível em: http://www.medicosdeportugal.iol.pt/action/2/cnt_id/708/
Reino Unido, Health Report. 2003. Acesso em 02/01/2007. Disponível em: http://www.health-report.co.uk/triclosan.html
Bélgica, Secção Especializada da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Ambiente. 2006. Acesso em 02/01/2007. Disponível em:
http://eescopinions.eesc.europa.eu/eescopiniondocument.aspx?language=pt&docnr=998&year=2000
Portugal, Marktest, 2006. Acesso em 29/12/2006. Disponível em:
http://www.marktest.com/wap/clip/42ef.pdf

 

 

Análise competitiva


Franchising De A a Z

November 14, 2006

  Trabalho elaborado para a disciplina de Fundamentos de Gestão, leccionada pelo docente Dr. Mário Coelho.

 IPAM MATOSINHOS – outubro de 2006
Índice
1- Introdução
   1.1- História do Franchising
   1.2- O que é o Franchising?
   1.3- Definição de Franchising
   1.4- Como criar uma Empresa em Franchising
   1.5- Principais razões de Sucesso/Insucesso
 2- Criação da Empresa C.R.P.P.
    2.1- Identificação Empresa
    2.2- Local de Actividade
    2.3- Identificação dos Promotores
    2.4- Actividade Principal
 3- Análise de Mercado
    3.1- Os Consumidores
    3.2- Condições de Mercado
    3.3- Descrição do Produto
    3.4- Concorrência
    3.5- Fornecedores
    3.6- Como vender
 4- Considerações Legais
    4.1- Legislação
    4.2-Código Deontológico
 5- Bibliografia / Netgrafia

Introdução
 
O presente trabalho foi efectuado para a disciplina de Fundamentos de Gestão, leccionada pelo Dr. Mário Coelho, e sob orientação do mesmo.
O tema escolhido para o trabalho foi o Franchising; começando na sua história, passando pela sua definição, abordando também os passos a seguir para a criação de uma empresa em franchising e os respectivos cuidados a ter.
Para este trabalho foi criada uma empresa fictícia, a qual tem como actividade principal o comércio de postais publicitários.

  
 
História do Franchising
 

  Segundo os anais da história, em 1850 surge o Franchising nos Estados Unidos da América. A companhia de costura Singer Sewing utilizou operadores proprietários independentes para comercializar seus equipamentos. Os mesmos desfrutavam do prestígio do nome Singer. Por volta de 1898 a General Motors passa a usar o sistema para expandir sua rede de revenda. Surge então a Coca-Cola um ano depois passando a outorgar franquias de engarrafamento e distribuição. A partir do século XX, o franchising começa a ser difundido com automóveis e refrigerantes que aderem ao sistema. Em 1917 surgem as primeiras franquias de mercearias, como os supermercados Piggly. Assim outras empresas vão se incorporando ao sistema, como a Hertz Rent-a-Car, fundada em 1918. Por volta de 1925, é criada a primeira cadeia de franquias destinada à comercialização de lanches, a W Root Beer. Surge então a vez das companhias de petróleo aderirem ao sistema, já por volta de 1930, convertendo os produtos operados directamente, em franquias outorgadas a operadores locais. A partir de então o sistema de franchising torna-se mais popular, como método de expansão de redes de negócios. Entretanto, o grande “boom” do franchising ocorre após a Segunda Guerra Mundial, aproximadamente em 1941, quando os americanos voltam para suas casas determinados a serem seus próprios patrões. Com muita garra, porém sem experiência e com pouco dinheiro, esses homens encontram no sistema a grande saída para a falta de opções de emprego.

Na década seguinte, surgem as redes Burger King, McDonald’s, Dunkin"Donuts e outras. Em 1954, um certo senhor de nome Ray Krok, obtém dos irmãos McDonald os direitos de franquia McDonald’s. A partir da década de 70, os negócios de franchising tinham entrado definitivamente na vida quotidiana dos norte-americanos. Nesta altura, surge também um novo tipo de franchising conhecido pelo nome de conversion franchising; tem como característica inovadora o facto dos franchisados serem antigos donos de negócios independentes que preferiram recolher-se à sombra de uma organização maior, que lhe proporcione um apoio publicitário organizacional.

Na década de 80, surge o primeiro franchising em Portugal, a cenoura, empresa do ramo têxtil que se dedica em especial à roupa para criança. Mais tarde chegam a Portugal outras empresas, destinadas a outras áreas de actividade como o fast food. Mais recentemente é diversificada a área, através de empresas imobiliárias e prestação de serviços.

Definição de Franchising

O Franchising é um sistema de comercialização de produtos e/ou serviços e/ou tecnologias, baseado numa estreita e contínua colaboração entre empresas jurídicas, financeiramente distintas e independentes. O Franchisador concede aos seus Franchisados o direito, e impõe a obrigação, de explorar uma empresa de acordo com o seu conceito.
O direito assim concedido tem por objectivo autorizar e obrigar o Franchisado, mediante uma contrapartida financeira directa ou indirecta, a usar a insígnia e/ou marca dos produtos e/ou marca do serviço, "know how", e outros direitos de propriedade industrial e intelectual, apoiados por uma prestação contínua de assistência comercial e/ou técnica, no âmbito e durante a vigência dum contrato de Franchising escrito e celebrado entre as partes, para tal fim.
O franchising é “um verdadeiro casamento de interesses, no qual dois parceiros - o franqueador de um lado e o franqueado do outro - tendem a unir seus esforços e habilidades, trabalhando harmoniosamente em busca de um único objectivo: o sucesso de ambos”. (CHERTO, M., RIZZO)

Como tem início um Franchising?

  Imagine uma determinada loja, propriedade de uma determinada pessoa/ grupo de pessoas, com um certo e determinado conceito próprio. Se o negócio dessa loja for bem sucedido, o(s) dono(s) pode(m) abrir uma segunda ou terceira loja da mesma marca ou conceito, contratando novos empregados para assegurar as operações diárias do negócio. Neste ponto de situação, se o/a empresário/a quiser continuar a expandir o seu negócio, mas preferir também não abrir por sua conta e risco mais lojas, pode decidir-se por “franchisar” o nome da loja e o sistema do negócio da mesma, abrindo o seu conceito a terceiros: os seus franchisados. Em contra partida, o empresário franchisador pode solicitar um pagamento de um investimento inicial e / ou o pagamento de Royalties, baseados numa percentagem das vendas do franchisado. O negócio é agora, assim, um franchising.

 

Aspectos a ter em conta na criação de um Franchising

  Alguns cuidados têm de ser tomados até mesmo antes da decisão de abrir o negócio. O primeiro deles é a avaliação de mercado, que, por ter grande importância, deve ser feita de forma completa e responsável. É preciso ter em mente que, ao se tornar franqueador, o empresário assume um compromisso de longo prazo com os seus parceiros.
  Detalhando a avaliação de mercado, será preciso levantar o potencial de consumo de uma região - apurando inclusive o número de habitantes/trabalhadores, as perspectivas de evolução do sector, levando em conta inclusive dados conjunturais, além de analisar a concorrência directa e indirecta, e avaliar a capacidade de expansão da rede.
  Feito isso, um tempo de experiência será necessário, com a criação de uma unidade piloto. O conceito do negócio a ser franqueado deve estar bem testado e identificado. É aí que o franqueador deverá experimentar esse conceito por, no mínimo, dois anos. Com a unidade piloto, será importante testar e adaptar os processos, o lançamento de novos produtos, a evolução do conceito e adequar a mistura de produtos oferecidos, para que ele seja o mais equilibrado e alinhado à perspectiva do consumidor.
Por isso, é essencial ter claro que, ao decidir pela criação de uma rede de franchising, o franqueador deve saber que o franqueado é um parceiro e não um empregado. Ele certamente terá, em muitos momentos, de alterar a forma de pensar, de agir, além de mudar, em certos casos, a forma como está estruturada a empresa.

A marca deve ser registrada. A propriedade intelectual e industrial é uma condição para avançar rumo ao franchising. A marca tem de estar registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). É fundamental também, que esta marca tenha notoriedade para atrair e manter o interesse de potenciais franqueados.
O franqueador tem a obrigação de transmitir ao franqueado como administrar o negócio. Só assim, com as regras como condição, é possível garantir o resultado. Ainda, neste quesito de know-how, é preciso destacar que o conhecimento tem de ser exclusivo, sem uso geral ou de fácil acesso, vantajoso, conferindo assim o diferencial competitivo e económico em relação aos concorrentes.
As obrigações não param aí: o franqueador tem ainda de provar ao franqueado a rentabilidade do negócio. Com todas essas informações reunidas, o empreendedor deve analisar a viabilidade do negócio e formatá-lo, colocando todos esses dados e variáveis no papel. É isso que vai mostrar se estamos diante de um empreendimento viável ou não.
Começar a divulgação também exige cuidados. O primeiro deles, refere-se à definição do perfil dos franqueadores. Depois, é preciso desenhar o processo de selecção e, por fim, elaborar a circular de oferta, obrigatória por lei.

Principais razões de sucesso:

- Ponto de vista do consumidor:
* Evolução natural dos canais de distribuição, fruto do acréscimo da competição, que leva a uma maior exigência por parte dos clientes, por terem um maior número de alternativas para escolha.
* Veio beneficiar os consumidores, já que permite o respectivo acesso a sistemas que oferecem maior qualidade, em localizações mais numerosas.
* A “pulverização” das redes aumenta a conveniência da compra.
* A padronização/formatação aumenta a confiança.
- Ponto de vista do empresário, que vem a tornar-se franchisado:
* Muitas pessoas ambicionam trabalhar por conta própria, mas são relativamente adversas ao risco.
* O risco do negócio independente é, em regra, muito maior do que um franchisado.
- Ponto de vista do franchisador:
* Permite um crescimento rápido com “poucos” recursos, comparativamente com a expansão através de unidades próprias.
          * È muito difícil o empresário crescer com os seus próprios recursos.
– Ponto de vista global:
* Os sistemas independentes geram conflitos entre fornecedor e cliente, são ineficientes, não facilitam as economias de escala e não facilitam os processos de fidelização.
* A integração permite a maximização de resultados globais do sistema.
* A sua velocidade de crescimento é tanto maior quanto pior for o sistema de distribuição nesse sector, e/ou quanto mais inovador e eficiente for o sistema franchisado.
* Não é por si só um sinónimo de sucesso, mas sim uma forma de multiplicar sucessos.

Principais razões de insucesso:

* O franchisador não avalia em profundidade o seu negócio.
* O franchisador não formata adequadamente o seu sistema (não tem manuais, não acompanha os franchisados, não promove formação…).
* Informação prestada aos candidatos a franchisados é por vezes obscura.
* A selecção dos franchisados é efectuada segundo critérios desajustados.
* Existe facilitismo na selecção dos locais.
* Os franchisados são pouco exigentes na fase pré-contractual, criam expectativas que podem acabar por resultar numa frustração, dado possuírem informação insuficiente sobre o sistema.
* Inadequada gestão dos conflitos entre franchisador e franchisado leva a efeitos epidémicos pelo que a revolta acaba por contagiar toda a rede.
* Não existe muitas vezes uma parceria de parte a parte.
* Não existe por vezes uma suficiente interiorização dos direitos e obrigações de cada uma das partes.
* O crescimento do volume dos negócios não é acompanhado pela evolução dos recursos disponíveis (humanos, financeiros, de marketing, inovação).
* O sucesso pode levar à “miopia de marketing”: os franchisadores esquecem-se do seu negócio e passam a preocupar-se principalmente com o seu sistema.
* O facto de existirem receitas provenientes de royalties ou de outras taxas, não significa, que tal deva a passar a ser encarado como negócio principal.
* O franchisador reduz os seus padrões de qualidade para aumentar as margens.

Criação da Empresa C.R.P.P.
Identificação da Empresa
Nome: C.R.P.P. – Comércio e Revenda de Postais Publicitários.
Morada: Av. República, nº 594, Sala 53
Localidade: Matosinhos
Concelho: Matosinhos
Distrito: Porto
Forma Jurídica: Sociedade por quotas.
Descrição do Local de Actividade:
As zonas abrangidas são os concelhos de Vila Nova de Gaia, Valongo, Gondomar e Matosinhos.
Razões que levaram à escolha desse local:
Enorme potencial de clientes e excelente área comercial.
Esta zona geográfica abrange zonas comerciais de grande consumo, como são o centro de Vila Nova de Gaia, Valongo, Gondomar e Matosinhos, a zona ribeirinha e de praias de Vila Nova de Gaia e Matosinhos; centros de grande consumo como Arrábida Shopping, Gaia Shopping, Dolce Vita, Parque Nascente Shopping, El Corte Inglês, Norte Shopping e Galerias Península.
Identificação dos Promotores
Nome: Paulo Gouveia
Nome: Pedro Baltazar
Nome: Rodrigo Silva
Nome: Carlos Nunes

Actividade Principal:
Vendas de postais de felicitações com vários motivos à consignação em lojas comerciais como papelarias, livrarias, lojas de cartões, lojas de brindes, garden-centers, supermercados, lojas de conveniência, estações de serviço, lojas de jornais e revistas, lojas de moldura e/ou arte.

Análise de Mercado:
Os consumidores:
Clientes de todas as classes sociais; compras por impulso, as mulheres compram cerca de 80% de postais de felicitações.
Condições de mercado:
Mercado com pouca ou nenhuma fidelidade a qualquer marca, sendo a qualidade, design e serviço de reposição o factor diferenciador do mercado.
Descrição da valorização do produto tendo em consideração o mercado:
Elevada qualidade e design atractivo dos postais, e serviço de reposição regular;
Colocação nas lojas à consignação, permitido que estas não tenham qualquer custo;
Garantia: período de 3 meses de teste;
Grupo australiano representado em 17 países europeus, abrangendo todo o território nacional.

Concorrência:

Hallmark – Sediada na Austrália fornece postais para mais de cem países, e tem um universo de quarenta e três mil clientes. Tem uma vasta gama de produtos que vai desde postais a artigos de decoração. Dentro dos postais existem várias categorias: aniversários, férias, ocasiões especiais, casamentos e até postais para coleccionadores. Entraram no mercado português por volta de 1990, e tem no nosso país mais de mil postos de venda. Tem uma enorme variedade de preços, que vão desde 0.40€ até aos 12€. A Hallmark é detentora de 55% do volume de vendas anual de postais em Portugal.
Edicard – multinacional espanhola fundada em 1996 que tem como actividade principal a venda de postais com inúmeras categorias. Vendem postais para mais de trinta países e tem à volta de quinze mil clientes. Entrou no mercado português no ano seguinte à sua fundação, sendo Portugal um dos principais países de venda desta marca. Tem, no nosso país, postais em mais de quinhentos locais de venda, sendo os principais nas grandes superfícies. Esta marca representa 30% das vendas anuais de postais em Portugal. Pratica preços entre os 0.20€ e os 7€.

Fornecedores:
Fornecedor directo: Master Franchising em Portugal: XPTO Cartão, Comércio de artigos de papelaria LDA (importa da Austrália);
Prazo de entrega de 1 a 2 semanas;
Prazo de pagamento: 90 dias;
Assistência pós venda: resposta imediata.

Como se vende:
Venda de postais em expositor, numa área de 0,25m2, em lojas como: papelarias, livrarias, lojas de cartões, lojas de brindes, garden-centers, supermercados, lojas de conveniência, estações de serviço, lojas de jornais e revistas, lojas de moldura e/ou arte.
Legislação

Não existe na legislação portuguesa uma tipificação deste tipo de negócio. Trata-se de um contrato inominado, na medida em que não é regulado por quaisquer preceitos legais específicos, encontrando-se, portanto, na esfera da autonomia negocial das partes. A nível comunitário aplica-se o Regulamento n.º 2790/1999, publicado no JOCE L336, de 29.12.99, relativo à aplicação do nº3 do artigo 81º do tratado CE a determinadas categorias de acordos verticais e práticas concertadas. Este diploma legislativo está em vigor até 31 de Maio de 2010, data em que caduca.
Importa ainda referir o Código Europeu de Deontologia que, obrigando apenas os membros da Federação Europeia de Franchising, consiste no principal instrumento orientador da actividade de franchising.

Código de Deontologia

  O Código de Deontologia foi elaborado de forma a ser um Código de bons costumes e de boa conduta para os praticantes do Franchising na Europa. Não pretende substituir os Direitos Nacionais ou Europeus existentes. O presente Código de Deontologia é o resultado da experiência e trabalho realizado pela Federação Europeia de Franchising (EFF) e dos seus membros (Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Reino Unido, Itália, Holanda, Portugal e República Federal da Alemanha) em conjugação com a Comissão das Comunidades Europeias. Este Código em antecipação ao Mercado Único, substitui o anterior Código de Deontologia Europeu, bem como todos os Códigos de Deontologia nacionais e regionais existentes nesta data na Europa. Pelo facto de terem aderido à EFF, os seus membros aceitam incondicionalmente o Código de Deontologia e comprometem-se a não o alterar nem modificar de nenhuma forma. Reconhece-se, todavia, que determinadas legislações nacionais impõem cláusulas específicas. Estas não deverão estar em contradição com o Código Europeu, e ser-lhe-ão anexadas. Não será necessária nenhuma autorização da EFF para a elaboração destas cláusulas. Da adesão à EFF resulta que os seus membros se comprometem a impor aos respectivos aderentes das suas associações ou federações a obrigação de respeitar o Código de Deontologia Europeu. O Código de Deontologia entra em vigor no dia 1 de Janeiro de 1991.      
Bibliografia

Lopes Porto, Paulo & Bardabillo de Maria, Santiago - Franchising Passo a Passo. Edições IPAM (2003).
Hall, Peter & Dixon, Rob – Franchising, uma nova forma de negociar. Editorial Presença (1990).
Barata Simões, M. – Franchising: franquia, inovação e crescimento. Texto Editora (1991).
Ruiz, Nuno – O «Franchising»: Introdução à franquia internacional. ICEP (1988).

Netgrafia

www.infofranchising.pt
www.apfranchise.com
www.pmelink.pt

O Marketing às portas da morte.

O Marketing às portas da morte.

Segundo o European Journal of Marketing (Holbrook; Hulbert) o conceito de marketing existe desde que Satanás começou uma campanha promocional, para Eva comer a maçã. O Marketing tem sido frequentemente visto como um potencial problema social, uma ameaça do ponto de vista do interesse da sociedade pelo que pela virtude da sua possível contribuição para o mal, por uma força que trabalha para a produção e pela distribuição do certo e do errado(verificar) É vulgar afirmar-se que o marketing procura dar resposta a três aspectos cruciais da vida das empresas. Em primeiro lugar, identificar necessidades e oportunidades de mercado que possam ser transformadas em bons negócios. Depois, ajudar no desenvolvimento desses mesmos negócios não apenas ao nível da concepção dos produtos/serviços, mas também do preço, da distribuição e de eventuais serviços associados. E, por último, contribuir para uma correcta e eficaz acção de promoção e comunicação. No entanto, tudo isto assenta no reconhecimento de que, não sendo os mercados em geral homogéneos, é possível identificar subconjuntos de clientes com características e necessidades específicas e diferenciadas. São esses subconjuntos que vulgarmente se designam por segmentos de mercado. Deste modo, as estratégias de marketing pressupõem uma eventual segmentação do mercado, pelo que esta tem assumido o papel de pedra angular não apenas no âmbito restrito do marketing mas da própria gestão estratégica em geral (Brito). A função do marketing, não dá grande contribuição às empresas, quer seja nas áreas da distribuição, quer do pensamento, quer das tecnologias informáticas, quer na gestão. Enterram assim o marketing, sem o elogiar ou culpar (Brown, 1996; Hulbert and Pitt, 1996; McDonagh and Prothero, 1996; Piercy, 1997). Layton em 1998, diz que “o Marketing é como uma disciplina em crise, porque a função do marketing na empresa de negócio… parece ter mandado o “litle input” a muitas das ideias novas, que concernem agora a gerência nas áreas tais como a informação, a tecnologia, a gerência da corrente de fonte e a busca para a estratégia” Aproveitando o conceito de Alderson (1965), Kotler (1972,) define Marketing, “como aquelas actividades de gestão, que tendem a facilitar as trocas comerciais”. Em 1991, Kotler afirma que marketing é “um processo social e de gestão, pelo qual grupos e indivíduos, obtém o que precisam através da criação, oferta troca de produtos com valor para os outros”. A (AMA) American Marketing Association em 1985 adopta a definição de Kotler de que “a gestão de marketing é um processo de planeamento e execução de conceitos, definição de preços, e distribuição de ideias, bens e serviços que criam trocas para satisfazer os objectivos de indivíduos e organizações. Por sua vez, McInnes em1964, “defende que uma sociedade económica, na qual os fabricantes de produtos e os seus e fornecedores de serviços, não tiram vantagens deles, pois existe uma separação real entre produtores e consumidores, que apesar de estarem separados, também estão relacionados por uma interdependência muito real. Existe uma necessidade natural de atracção entre as duas partes, o outro nome que se costuma dar a esta relação interdependente, entre consumidores e produtores, é o mercado. O mercado é a distância que separa produtores e consumidores. Mesmo quando esta distância aumenta, quer devido a questões laborais, quer pelo aumento das necessidades dos consumidores, esta relação/ distância não fica menos real, mas sim mais complexa.” O marketing é uma força criativa que actualiza as potencialidades da relação do mercado. É o movimento que fecha a abertura causada pela separação dos fabricantes e dos usuários numa economia social (McInnes em 1964). Pessoas diferentes tem necessidades, desejos e valores diferentes, por isso a oportunidade que o marketing viu reside na segmentação do mercado e diferenciação dos seus produtos. ( Sloan) O marketing deu um contributo significativo para diminuir a separação entre fabricantes e consumidores que foi criada pela revolução industrial (Dickson, 1992). Cada consumidor é um mercado separado, e os fabricantes por sua vez, convidam cada consumidor a participar no processo de design do seu próprio produto e respectiva embalagem para tirar a máxima satisfação do produto. (Davis, 1987; Pine, 1993) Mass Costumization é mais facilmente e fortemente alcançada quando orientada para a comunicação quando é sensível à informação, e quando é feita com base na Internet. A Rápida ascensão da Internet, alterou as regras da interactividade do marketing, permitindo assim existir comunicação em ambos os sentidos. É uma resposta única e um meio interactivo. Há também uma afinidade muito grande entre a Internet e as estratégias de Mass Costumization, que usam por sua vez o diálogo como uma forma de apoiar os seus clientes na resolução das suas necessidades para assim encontrar a opção que melhor os satisfaz no processo de compra. (Cogniatitive, 1998; Gutteman, 1998; Henry, 1999; Hoffman and Novak, 1996,1998; Hoffman, 1995; Varian, 1997; West, 1999). “Muita inovação particularmente desenvolvida por académicos nunca chegam aos gestores, contribuindo assim muito pouco para a prática do marketing” (Myers, 1979). “Micro marketing é um conjunto de técnicas de pesquisa de dados, no qual os segmentos de mercado são reduzidos de tal ponto que os clientes apresentam gostos, necessidades extremamente homogénias, resultando isto que a precisão na focagem da estratégia aumente substancialmente.”(Alba et al.,1997; McNamee, 1999). “Empresas envolvidas em produtos de alto valor acrescentado, tais como frotas automóveis, sistemas informáticos que tratam cada cliente individualmente, de uma forma extremamente profunda e orientada para o longo prazo.” “O conceito de Marketing tem uma ênfase vertical, isto é, consulta a um relacionamento diático entre compradores e vendedores. Não compreende matérias horizontais.” (Weld, 1916; Bucklin, 1966) A doutrina de marketing, abrange todo o mercado económico, como se fosse um sistema de mercados, e dentro das empresas os marketers tentam dinamizar todos os elementos a praticar marketing. Tudo em todo o lado, pode ser encarado como um produto (bens, serviços, ideias, dinheiro, trabalhos), e o individuo pode ser visto como um consumidor/ cliente (paciente, estudante, amante de arte, doador, empregado, cidadão). Todos os intervenientes sociais podem eventualmente ser transformados em consumidores (Kotler and Levy, 1969). O marketing fornece um conjunto útil de conceitos que servem como um guia de orientação para as empresas a nível mundial. O regulamento social através do marketing e do mercado é desejável, porque todas as organizações executam o marketing como uma actividade, quer sejam ou não, reconhecidas como tal. Nenhuma organização pode evitar o marketing, e esse mesmo reconhecimento impulsiona-o para uma finalidade social muito mais elevada.976

Proposta de trabalho

October 28, 2006

Ora cá está.

O nosso primeiro trabalho de grupo, irá incidir sobre a introdução de uma determinada marca de máquinas de café no mercado argentino.

Por isso, não percam nas próximas semanas, o desenvolver deste tema, atendendo e considerando que poderá ser-vos útil numa visita a Buenos Aires. 

Actividade

October 24, 2006

O que é um trabalho de investigação ?

O trabalho de investigação constitui um aprofundamento prático, técnico e teórico, de algum aspecto ou tema do programa da cadeira, ou que a ele diga respeito. A sua realização pressupõe um trabalho de pesquisa e uma exposição pessoais, mesmo quando realizado em grupo. Será apresentado sob a forma escrita, embora se possa admitir, acessoriamente, o recurso a meios gráficos e audiovisuais.

Objectivos :

Os trabalhos de investigação têm um objectivo simultaneamente formativo e filosófico. A filosofia é uma forma de expressão de pensamento, por isso, pretende-se com eles desenvolver capacidades de trabalho prático (leitura, consulta, compilação, pesquisa, fichagem, etc.), de trabalho técnico (análise, conceptualização, síntese, redacção, etc.) e de trabalho teórico (reflexão, questionamento, fundamentação, eventualmente uma abordagem crítica, inovadora e pessoal dos problemas).

                                       web.letras.up.pt/meirinhos/filomed/Trabalhos.htm

Proposta de Trabalho

October 17, 2006

O grupo de trabalho escolheu o tema "franchising", para desenvolver durante o semestre.

Nesta primeira fase, e de uma forma mais generalista, incidimos sobre o meio envolvente do "Franchising", nomeadamente, sobre a Legislação, Código Deontológico, trâmites legais para a criação de uma empresa em regime de franchising, definição e explicação de franchising.

Numa segunda fase, propomo-nos a criar uma empresa em regime de franchising, a efectuar um estudo de mercado, que incida sobre a localização da empresa (e a respactiva justificação), área geográfica (de actividade), concorrência, fornecedores, clientes e produto (preços, forma de venda, locais de venda); de forma a que numa terceira e última fase, efectuemos o registo de uma marca própria, para evoluírmos de franchisados a franchisadores.

Se eventualmente pensarem em adquirir os direitos de uma empresa em regime de franchising, por favor, não deixem de consultar este trabalho de investigação, pois poderá ser-vos útil. 

21/10/2006

Proposta de trabalho:definição de conceito de Marketing e as suas limitações

Aviso

Srs banqueiros; acautelem-se com os alunos do IPAM, pois foi-nos incumbida a tarefa de criação de uma nova instituição bancária.

Também estamos à vossa disposição, se eventualmente decidirem reforçar o vosso departamento de marketing.

1 post

Apresentação da disciplina e respectivos conteúdos.